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É
histórica a relação do movimento
de mulheres no Brasil com a luta pelo meio ambiente
e desenvolvimento sustentável. Esta relação
teve um importante papel durante a Conferência
Mundial de Desenvolvimento Sustentado – Rio 92,
que colocou no centro dos debates as relações
entre a população e o meio ambiente, levando
diferentes setores sociais organizados a refletirem
sobre a interdependência entre esses dois pólos
da equação e a maneira como segmentos
específicos da população afetam
e são afetados por ele.
O Planeta Fêmea, organizado pela Coalizão
de Mulheres Brasileiras ocupou significativo espaço
nos debates sobre meio ambiente e desenvolvimento no
Fórum Social de ONGs, evento paralelo a Rio-92.
Esta mobilização abriu espaço para
a participação das mulheres em todas as
conferências da ONU. |
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Ao
longo da última década, as relações
de gênero foram definitivamente incorporadas
nas agendas nacionais e internacionais, e tem sido
fundamentais na construção da visão
entre sociedade e meio ambiente.
O
documento Agenda 21 das Mulheres por um Planeta Saudável
balizou a intervenção do movimento feminista
nas conferências da ONU que aconteceram na década
de 1990: Direitos Humanos (1993); Conferência
Internacional sobre População e Desenvolvimento
(Cairo, 1994); IV Conferência Mundial de Mulheres
(Beijing, 1995); Conferência Mundial para o
Desenvolvimento Social (Copenhague, 1995) e Habitat
II (Istambul, 1996); Conferência da ONU sobre
Segurança Alimentar; Conferência Internacional
sobre Educação de Jovens e Adultos (Hamburgo,
1997); Conferência Mundial sobre Racismo (Durban,
2001).
A
realização da Cúpula Mundial
para o Desenvolvimento Sustentável, também
conhecida por Rio+10, colocou para o movimento feminista
o desafio de revisar a Agenda 21 das Mulheres, com
vistas a resgatar valores e propostas contidos nesse
documento e monitorar seus resultados, pois as estatísticas
qualitativas demonstram que, de forma geral, as condições
de vida das mulheres não melhoraram ou permaneceram
iguais.
Em
Viamão, com o tema “Quem gera a vida,
não mata, nem desmata. Mulheres em defesa da
ecologia”, o movimento de mulheres pauta localmente,
em comemoração ao Dia Internacional
de Mulheres, esta reflexão mundial. Com várias
ações espalhadas por todo o município
pretende fortalecer a presença das mulheres
como sujeitos de cidadania e de um mundo melhor para
todos (as).
A
sustentabilidade da vida humana só é
possível com justiça e igualdade social,
de gênero e raças. Atividades como estas
alertam toda a sociedade para o grande desafio que
é manter o planeta saudável e que somente
com iniciativas de homens e mulheres isso será
possível.
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Sergio
Antonio Kumpfer
Secretário Municipal de Educação
e Vice-prefeito |
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