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Legislação e situação atual quanto ao planejamento do Município de Viamão
Por Olga Franco 14/05/2007*
O primeiro Plano Diretor para Viamão, foi encaminhado em 1989, Lei Municipal 1992/89, o qual zoneou e regrou esta cidade pela primeira vez e foi alterado em 1996, Lei Municipal 2513/96.

O Plano Diretor atual o qual regulamenta a Lei do Estatuto da Cidade neste Município encontra-se parcialmente em vigor.

Ainda estamos sendo orientados quanto a índices urbanísticos pelo Plano anterior, dependendo de alteração e construções de algumas legislações complementares ao plano novo para podermos colocar nossa nova Lei integralmente em vigor.

OBS.: O planejamento das cidades antes da Lei do Estatuto das Cidades Lei n° 10257 de 10 de julho de 2001, tratava apenas de regrar a área urbana dos municípios.

*Olga Franco -
Arquiteta

Novo Plano Diretor: a nossa “Carta Náutica”
Por Adão Clóvis Barros 31/03/2007*
Segundo o municipalista Hely Lopes Meirelles, Plano Diretor, é um complexo de normas legais e diretrizes técnicas para o desenvolvimento global e constante do Município, sob os aspectos físicos, sociais, econômicos e administrativos, desejado pela comunidade local. Deve ser a expressão das aspirações dos munícipes quanto ao progresso do território municipal no seu conjunto cidade-campo.

É o instrumento técnico-legal definidor dos objetivos de cada Municipalidade, e por isso mesmo com supremacia sobre outros, para orientar toda atividade da Administração e dos administrados nas realizações públicas e particulares que interessem ou afetem a coletividade.

Viamão apesar de ser um município fundado há mais de um quarto de milênio, não possuía até a presente data, um arcabouço legal com regras capazes de disciplinar o ordenamento urbano, como ocupação do solo, zoneamento, loteamentos, controle de construções, estética urbana, preservação dos recursos naturais, etc. Enfim, regras municipais capazes de assegurar o bem-estar da comunidade.

A analogia que faço entre Plano Diretor com uma Carta Náutica deve-se ao fato de Viamão ser como um transatlântico desgovernado [às vezes encalhado], navegando há anos, em águas revoltas e caudalosas, sem as indicações necessárias para uma navegação segura.

A elaboração de um Plano Diretor se dá quase da mesma forma que se elabora uma Carta Náutica. Nesta, os documentos cartográficos resultam de levantamentos de áreas oceânicas, mares, baías, rios, canais, lagos, lagoas, ou qualquer outra massa d’água navegável e que se destinam a servir de base à navegação; [...] e representam os acidentes terrestres e submarinos, fornecendo informações sobre profundidades, perigos à navegação (bancos, pedras submersas, cascos soçobrados ou qualquer outro obstáculo à navegação), natureza do fundo, fundeadouros e áreas de fundeio, auxílios à navegação (faróis, faroletes, bóias, balizas, luzes de alinhamento, radiofaróis, etc.), altitudes e pontos notáveis aos navegantes, linha de costa e de contorno das ilhas, elementos de marés, correntes e magnetismo e outras indicações necessárias à segurança da navegação.

Naquele, os estudos também são profundos e detalhados [inclusive com uma complexa cartografia], porém com uma diferença: houve a participação de técnicos e da comunidade para sua elaboração.

O desafio está lançado; as amarras foram soltas e o “Transatlântico” chamado Viamão, pode zarpar rumo a mares antes nunca navegados, porque agora tem referenciais sólidos, para uma navegação segura, onde tripulação e passageiros estão a salvo dos históricos naufrágios.

Finalmente, é preciso ficarmos vigilantes para que a nossa “Carta Náutica”, não fique engavetada nos escaninhos da burocracia oficial, para ser consumida por traças e grilos, e todos os esforços envidados para elaborarmos um documento que mude a face de Viamão, fique só no plano das idéias abstratas.

*Adão Clóvis Barros é Membro da Comissão de Acompanhamento do Plano Diretor
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