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Dia da Consciência Negra é celebrado em
20 de novembro no Brasil e é dedicado à
reflexão sobre a inserção do negro
na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir
com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Procura
ser uma data para se lembrar a resistência do
negro à escravidão de forma geral, desde
o primeiro transporte forçado de africanos para
o solo brasileiro (1594). |
Algumas
entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero
no país) organizam palestras e eventos educativos,
visando principalmente crianças negras. Procura-se
evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja,
da inferiorização perante a sociedade.
Em Viamão, as atividades são organizadas
pelo Grupo de Trabalho Antiracismo (GTA).
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que
ganham evidência neste dia são: inserção
do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias,
se há discriminação por parte
da polícia, identificação de
etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de
1960, embora só tenha ampliado seus eventos
nos últimos anos; até então,
o movimento negro precisava se contentar com o dia
13 de Maio, Abolição da Escravatura
– comemoração que tem sido rejeitada
por enfatizar muitas vezes a "generosidade"
da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração
da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro
também recebe o nome de Semana da Consciência
Negra.
“A 10ª Semana da Consciência Negra
de Viamão é uma conquitas de todo povo
negro da velha Setembrina dos Farrapos”, disse
o Secretário de Educação e Vice-prefeito
Serginho Kumpfer. Segundo ele, “temos construido
ações afirmativas importantes no caminho
da igualdade. E elas perpassam as diversas políticas
públicas, garantindo direitos sociais importantes”.
Kumpfer recebeu em seu gabinete Claudino Dornélio,
representante Quilombola de Mostardas, do Quilombo
dos Kolodianos. Claudino, que participou do Curso
Educação sem Discriminação
elogiou as ações do governo local e
agradeceu a receptividade.
Dados
estatísticos
Segundo o IBGE, no Brasil os negros são correspondentes
a menos de 10% da população. Os chamados
"pardos", no entanto, que são mestiços
de negros com europeus ou índios, chegam a
um número próximo da metade da população.
Entre a população negra jovem (especificamente
no segmento de 15 a 17 anos), 36,3% cursaram ou cursam
o ensino médio; entre os brancos, a parcela
é de 60%. Entre aqueles que têm até
24 anos, 57,2% dos brancos haviam atingido o ensino
superior, contra apenas 18,4% dos negros.
O rendimento médio da população
branca no Brasil é de R$ 812,00; já
a dos negros é de R$ 409,00. Entre a parcela
de 1% dos mais ricos do país, 86% são
brancos.
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