Falar
em segurança pública é falar
de segurança-habitação, de segurança-alimentação,
de segurança-educação, de segurança-saúde,
de segurança-direitos humanos, segurança-emprego.
Como incluir todos num sistema que para sobreviver
alguns precisam sobrar? E o que fazer com estas “sobras”?
Colocá-los num sistema prisional superlotado,
interditado judicialmente, sem nenhum projeto pedagógico
de trabalho. Se esta for a resposta o resultado já
é conhecido por todos nós: o aprimoramento
criminal. E o que falar dos órgãos de
segurança? Temos os trabalhadores em segurança
com os menores salários do Brasil, sem as condições
necessárias para a realização
de um trabalho técnico e inteligente. O resultado
de tudo isso é o que estamos vivendo: pessoas
apavoradas, encarceradas em suas casas, desesperançosas.
Terreno propício para surgimento de propostas
irracionais, que somente nos farão continuar
cegos para as verdadeiras causas do problema. Como
disse o ex-ministro da Justiça, Márcio
Tomaz Bastos, em uma entrevista na ZH “ enfrentar
a violência é uma tarefa de mobilização
de toda a sociedade, de Estado e de Nação”.
Quarta-feira teremos mais uma oportunidade para que
possamos trazer e partilhar nossas idéias.