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| Projeto
do Plano Diretor Participativo de Viamão |
Plano
Diretor - confraternização entre participantes |
Membros da Comissão de Acompanhamento e do
executivo municipal estiveram presentes em um jantar,
comemorando o final dos trabalhos referentes à
construção do Plano Diretor Participativo
de Viamão. O Vice-Prefeito e Secretário
de Educação, Serginho Kumpfer destacou
"que a peça que construímos, mesmo
com o conjunto de emendas, manteve sua coerência.
O novo plano diretor busca a contenção
urbana, enfrenta os desafios referentes ao déficit
habitacional, valoriza o patrimônio histórico,
preserva o meio ambiente e garante o controle social
através de um conselho onde os diferentes setores
da sociedade serão protagonistas da cidade
para todos."
A partir da sanção do executivo, uma
série de legislações e planos
setoriais entram na agenda da cidade. Estas leis complementam
e darão uma nova dinâmica ao desenvolvimento
do município.
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Plano
Diretor contempla diversidade racial |
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Na
última sexta-feira (17/11) membros de setores
da Secretaria de Educação discutiram internamente
a questão das comunidades remanescentes de quilombo
em Viamão. Jorge Amaro do Gabinete do Vice-Prefeito,
um dos debatedores, abordou a questão das conquistas
garantidas no novo Plano Diretor. Segundo ele, “a
proposta tem aspectos marcantes e inovadoras. |
O
caráter participativo propiciou um novo olhar
sobre a diversidade do município.
Com isto, os diferentes setores foram representados
e reconhecidos, respaldando o conceito de cidade para
todos. E desta forma, as comunidades remanescentes de
quilombo obtiveram conquistas importantíssimas,
que vão desde o reconhecimento da história
e sa cultura a garantia de direitos sociais fundamentais
necessários ao pleno desenvolvimento de sua cidadania.”
Também houve uma bela explanação
referente aos aspectos históricos dos quilombos
e conceitos básicos pelo professor Fábio
Silva. Destaque também para a excelente proposta
pedagógica desenvolvida na Escola Municipal Monte
Alegre CAIC. |
O
DIA:
O Dia da Consciência Negra é um dia celebrado
no Brasil, dedicado a reflexão sobre a inserção
do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida
por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares,
em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser
uma data para lembrar a resistência do negro à
escravidão e a busca pela igualdade e cidadania. |
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Plano
Diretor Participativo de Viamão é aprovado
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Com
uma área de 1.494 km², Viamão é
o sexto maior município do RS, sua extensão
territorial permite uma grande diversidade paisagística
e ambiental, sendo possível observar áreas
que vão de restingas a florestas e de campos
a banhados e ainda uma ampla área de orla do
Lago Guaíba e Laguna dos Patos. Além da
diversidade natural, há em Viamão uma
riquíssima diversidade cultural, presente nas
culturas: açoriana, gaúcha, em três
comunidades indígenas mbyá-guaranis, duas
comunidades quilombolas e, também, na presença
da população migrante que se deslocou
para o Município a partir da década de
1990. Viamão, pela sua história e pela
atualidade se apresenta como uma cidade que acolhe a
diversidade.
De acordo com estimativas do IBGE, Viamão possui
256 mil habitantes, estando entre as cidades mais populosas
do RS. Até meados da década de 1960, a
população era predominantemente rural.
A inversão populacional observada em Viamão
ocorre paralelamente à criação
da Região Metropolitana de Porto Alegre, em 1973.
Mas é a partir da década de 1990 que o
município recebeu o maior fluxo migratório,
caracterizado por populações de baixa
renda, o que levou o município a um intenso processo
de favelização e degradação
ambiental, essa ocasionada também, por ocupações
em condomínios.
De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE, 200O) o percentual de pessoas
que ganham até 3 salários mínimos
em Viamão chega a 63% na área urbana.
VIAMÃO CRESCE A UMA TAXA DE 2,6% AO ANO, ENQUANTO
O CRESCIMENTO NA ÁREA IRREGULAR É DE 4,8%
AO ANO (METROPLAN, 2001), ou seja, a produção
de habitações irregulares é muito
superior ao mercado formal.
Segundo a metodologia da Fundação João
Pinheiro (2001) a necessidade habitacional no município
representa 28.496 domicílios, mais de 43% do
total. Reverter este quadro é uns dos principais
desafios colocados para Viamão, como também
deixar de ser uma cidade dormitório, e possibilitar
a inclusão social, a recuperação
e preservação ambiental com um desenvolvimento
econômico que respeite a diversidade e as condicionantes
sócio-ambientais.
Com estes desafios colocados, Viamão revisou
seu Plano Diretor. Para a elaboração do
Processo Participativo de Plano foi estabelecida uma
metodologia que permitiu a AMPLA PARTICIPAÇÃO
DOS MAIS DIVERSOS SEGMENTOS SOCIAIS, e que, de forma
democrática disputaram e pactuaram regras, princípios
e as diretrizes da política pública em
Viamão. Para tanto, foi realizado um diagnóstico
sociopolítico, o que permitiu conhecer quais
eram os grupos sociais mais influentes e aqueles que
necessitariam ser incluídos no processo. Assim,
participaram da elaboração do Plano Diretor:
segmentos empresariais, movimentos de luta por moradia,
setor imobiliário e construtivo, movimento de
mulheres, população indígena, movimento
de pessoas com deficiência, delegados do Orçamento
Participativo e ambientalistas. Da mesma forma, o processo
incluiu a participação dos moradores das
mais diversas e distantes regiões de Viamão;
o morador e a moradora da ocupação do
Castelinho, dos condomínios de Águas Claras,
da Colônia de Pescadores em Itapuã, do
Beco dos Cunhas, de Viamópolis, das Augustas,
do Autódromo, da Vila Elza, da Santa Isabel,
do São Lucas, do Paço da Areia, do Espigão,
das Lombas, os indígenas da Estiva, Canto Galo
e Itapuã.
A sociedade viamonense elaborou o Plano Diretor por
meio de 02 Conferências, 3 Audiências Públicas,
27 oficinas territoriais e por segmentos sociais, seminários
temáticos, reuniões com órgãos
estaduais e federais e mais 20 reuniões com a
COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO. Grupo este que foi
eleito na primeira Conferência do Plano e teve
o papel de acompanhar, discutir e propor sugestões
durante todo o processo. Tal comissão foi fundamental
durante a elaboração, pois foi um AGENTE
MOBILIZADOR, QUE QUESTIONOU, FOMENTOU E DEFENDEU OS
INTERESSES DOS SEGEMENTOS ALI REPRESENTADOS. Um dos
principais resultados do processo participativo foi
a construção do MACROZONEAMENTO que contemplou
todo o município, demonstrando a diversidade
ambiental, social e cultural presente. Este macrozoneamento
determina a forma através da qual as diretrizes
estarão refletidas no ordenamento territorial
em Viamão. Serve ainda como base para a aplicação
dos instrumentos de desenvolvimento territorial quer
sejam de indução do desenvolvimento, de
regularização fundiária e planos
setoriais.
O Plano Diretor de Viamão foi resultado de um
esforço coletivo que integrou a participação
da população e o conhecimento técnico,
que além de atender aos objetivos e metas estabelecidos
pelo Estatuto da Cidade, regulamenta os novos instrumentos
de planejamento adequado à realidade atual do
Município de Viamão.
O projeto aprovado na 2ª Conferência do Plano
Diretor de Viamão teve uma nova rodada de DISCUSSÃO
NA CÂMARA DE VEREADORES, que realizou duas novas
audiências para sua aprovação. A
sociedade viamonense manteve-se ativa e atenda as discussões
na câmara, para isto FOI CRIADO, COMO DESDOBRAMENTO
E INICIATIVA DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO UM
OBSERVATÓRIO que teve o objetivo de garantir
que a lei construída pela sociedade não
sofresse alterações que a tornassem incoerentes
com o projeto de cidade aprovado em Conferência.
O Plano, por ter uma efetiva participação
da sociedade, tem um foco diferenciado na questão
sócio-ambiental, econômica e histórica.
Uma conquista da cidade! Uma vitória da democracia!
Um exemplo para o país! Na terça-feira
(27/12), os vereadores votaram a proposta. As emendas
sugeridas não feriram a coerência e a integridade
do Plano.
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Plano
Diretor Participativo: uma conquista da cidade |
O
Plano Diretor é instrumento básico da
política de desenvolvimento e de organização
urbana de um município. O atual Plano Diretor
de Viamão está defasado, tanto pelas transformações
sociais, econômicas e ambientais ocorridas no
município, quanto por força da Lei, que
determina a revisão do Plano. O Estatuto da Cidade
propiciou a criação de espaços
para a população participar efetivamente
dos processos de decisão, por meio de reuniões
públicas. Em Viamão esse processo participativo
foi efetivado por meio de duas Conferências, três
audiências públicas, 27 oficinas territoriais
e por segmentos representativos do município,
além de reuniões com órgãos
estaduais e dezenas de reuniões com a comissão
de acompanhamento do Plano, onde houve a atuação
direta de mais de 1.000 viamonenses. |
O
Estatuto da Cidade trouxe também novos instrumentos
que visam a melhor gerência do território
e meio ambiente, a integração das políticas
urbanas e rurais, do sistema planejamento municipal,
o estabelecimento de macrozoneamento e o cumprimento
da função social da propriedade e da cidade.
Assim, a proposta de Lei apresentada é resultado
de um esforço coletivo que integrou a participação
da população e o conhecimento técnico,
que além de atender aos objetivos e metas estabelecidos
pelo Estatuto da Cidade, regulamenta os novos instrumentos
de planejamento Urbano adequado à realidade atual
do Município de Viamão.
A proposta apresentada é fruto de discussões
coletivas e democráticas, enfrenta problemas
históricos de nosso município e aponta
estratégias de resgate da função
social da cidade, visando assegurar qualidade de vida,
justiça social e desenvolvimento econômico.
O projeto apresenta elementos que contemplam políticas
que buscam conter a expansão urbana, que enfrentam
com firmeza a dilapidação do patrimônio
histórico e ambiental e que buscam equacionar
o déficit habitacional através do fundo
de desenvolvimento
social. Não podemos perder a oportunidade de
pensar e repensar o nosso município. Temos que
olhar alem dos interesses particulares e garantir as
conquistas apontadas na proposta. O conjunto de emendas
até aqui produzidas desmonta a construção
democrática e coletiva, privilegiando apenas
os interesses de um setor da comunidade. |
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O vice-prefeito Sergio Kumpfer e o prefeito Alex Boscaini
entregaram na tarde de quinta-feira (21/09/2006) ao
presidente da Câmara de Vereadores, Eraldo Róggia,
o novo Plano Diretor Participativo de Viamão.
A entrega foi feita logo após coletiva realizada
no gabinete do vice-prefeito, quando o projeto foi apresentado
à imprensa pelo vice, pelo secretário
de Planejamento, André Gutierres, e pelo sociólogo
Ramón Gusso, da Ambiens Sociedade Cooperativa,
empresa de Curitiba encarregada do projeto. “Com
o novo plano diretor, queremos conter a expansão
descontrolada da cidade, pois, segundo estimativas,
a população de Viamão deverá
ser, em 2015, de 300 mil habitantes”, disse Kumpfer
durante a coletiva, completando que o plano deverá
ser revisado daqui a 10 anos.
Com a entrega à Câmara de Vereadores, o
projeto, que envolveu todos os setores da sociedade
viamonense e o poder público e levou meses para
ser construído, deverá, depois de aprovado,
se tornar lei municipal. |
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Plano
Diretor Participativo de Viamão |
O
Plano Diretor permite ao Município orientar investimentos,
políticas, programas, projetos e regulamentações
para o desenvolvimento sustentável da cidade,
de forma que ela cresça planejada, tanto em seus
aspectos socioeconômico, quanto territoriais e
ambientais.
Portanto, com tamanha relevância deste instrumento
de planejamento, que após a aprovação
da Lei federal nº 10.257/2001 – Estatuto
da Cidade – tornou-se obrigatório para
as cidades com mais de 20.000 habitantes, integrantes
de regiões metropolitanas e aglomerações
urbanas, integrantes de áreas de especial interesse
turístico e inseridas na áreas de influência
de empreendimentos ou atividades com significativo impacto
ambiental de âmbito regional ou nacional, visando
estabelecer objetivos e diretrizes bem definidos, faz-se
necessária a elaboração do presente
Projeto de Lei Complementar.
O Estatuto da Cidade propiciou a criação
de espaços onde a população pode
participar mais efetivamente dos processos de decisão,
por meio de reuniões públicas, para discussões
com a sociedade civil. Em Viamão esse processo
participativo foi efetivado por meio de duas Conferências,
três audiências públicas, 27 oficinas
territoriais e por segmentos representativos do município,
além de reuniões com órgãos
estaduais e dezenas de reuniões com a comissão
de acompanhamento do Plano.
O Estatuto da Cidade trouxe também novos instrumentos
que visam a melhor gerência do território
e meio ambiente, a integração das políticas
urbanas e rurais, do sistema planejamento municipal,
o estabelecimento de macrozoneamento e o cumprimento
da função social da propriedade e da cidade.
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DADOS
DA PARTICIPAÇÃO DIRETA |
| ATIVIDADE |
DATA |
PARTICIPANTES |
| OFICINA
PARA GESTORES MUNICIPAIS
|
19
e 20/04 |
40 |
| LEITURA
TÉCNICA DA CIDADE |
03
e 04/05 |
30 |
| 12
OFICINAS TERRITORIAIS
|
15
a 20/05 |
218 |
| SEMINÁRIO
COM ÓRGÃOS ESTADUAIS E FEDERAIS
|
18/05
|
30 |
| SESSÃO
ESPECIAL NA CÂMARA DE VEREADORES
|
18/05 |
20* |
| I
CONFERÊNCIA MUNCICIPAL DO PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO
|
27/05
|
183 |
| OFICINA
CA |
14/06 |
23 |
| OFICINA
CA |
21/06
|
31 |
| Seminário
Técnico
|
24/06 |
40 |
| 1ª
Audiência Pública
|
24/06 |
47 |
| 10
OFICINAS TERRITORIAIS
|
10
a 14/07 |
84 |
| SEGMENTOS:PCDs
e IDOSOS |
13/07 |
37 |
| SEGMENTOS:
COVIMA
|
14/07 |
12 |
| SEGMENTOS:
MOVIMENTO POPULAR |
15/07 |
17 |
| SEGMENTOS:
JUVENTUDE |
17/07 |
14 |
| 2ª
Audiência Pública |
05/08 |
108 |
| Seminário
Técnico |
26/08 |
23 |
| 3ª
Audiência Pública |
26/08 |
56 |
| II
CONFERÊNCIA MUNCICIPAL DO PLANO DIRETOR
PARTICIPATIVO
|
16
e 17/09 |
74 |
| Total |
- |
1087 |
LOCAL |
PARTICIPANTES |
| Igreja
São João Vianney – São Lucas
|
17 |
| Escola
Barão de Lucena – São Tomé
|
37 |
| Clube
Esportivo Martinica |
11 |
| Escola
Municipal Castelo Branco – Centro |
31 |
| Igreja
Santa Isabel |
22 |
| CTG
Pealo da Estância - Augusta |
11 |
| Igreja
Nossa Sra de Fátima – Viamópolis |
17 |
| Escola
Olympio de Oliveira Remião – Capororoca
|
14 |
| Escola
Nísia Floresta – Vila Elza |
10 |
| Escola
Vinte de Setembro – Cecília |
9 |
| Escola
Apolinário Alves dos Santos – Águas
Claras |
16 |
| Igreja
Nossa Sra Navegantes – Itapuã |
23 |
Total
|
218 |
|
|
| Principais
conquistas das Comunidades Quilombolas no Projeto
de Lei do Plano Diretor:
Art. 19. A construção da cidadania ocorrerá
por meio do reconhecimento institucional das relações
sociais e da formação política
da população para exercício dos
direitos fundamentais, sociais e coletivos, garantindo:
I - a formalização das relações
de trabalho;
II - a regularização da moradia;
III - a garantia dos direitos sociais e prestação
diferenciada a grupos sociais em condições
de vulnerabilidade e a grupos étnico-culturais
tradicionais, tais como indígenas e quilombolas;
Art. 21. As políticas sociais têm por
finalidade garantir o acesso universal aos equipamentos
e serviços públicos que permitem o exercício
efetivo dos direitos à educação,
à cultura, ao lazer, ao esporte, à saúde,
ao saneamento ambiental, à moradia e habitação,
à segurança pública, ao trabalho
remunerado, à assistência social, ao
ambiente saudável e ao transporte público
de qualidade.
§ 3º. As políticas sociais municipais
deverão reconhecer e garantir o atendimento
às necessidades étnico-culturais das
comunidades tradicionais.
Art. 26. A política de assistência social
tem por objetivo geral o provimento dos mínimos
sociais e a garantia de atendimento às necessidades
básicas de todo cidadão, a proteção
da vida, o atendimento aos grupos sociais vulneráveis,
prioritariamente à família, as mulheres,
às crianças e adolescentes em situação
de risco social e familiar; aos idosos, às
pessoas com deficiência e às comunidades
tradicionais, por meio das seguintes diretrizes:
Art. 37. Para a concretização desta
política serão adotadas as seguintes
ações estratégicas:
XII - aproveitar a atividade para a promoção
e valorização de comunidades tradicionais,
quando de seu interesse econômico e devida permissão;
Art. 44. A política de patrimônio socioambiental
tem por finalidade a valorização do
patrimônio histórico, cultural e natural
do Município de Viamão e o resgate da
história e dos grupos sociais formadores das
identidades locais, por meio:
I - da conservação do patrimônio
natural, construído e imaterial;
II - da garantia de acesso à diversidade de
paisagem;
III - do acolhimento da diversidade e pluralidade
de grupos;
IV - do incentivo ao ecoturismo.
§ 1º. Os bens socioambientais do Município
não serão passíveis de apropriação
privada que impossibilite seu uso coletivo.
§ 2º. Garantir-se-á às populações
tradicionais (indígenas e quilombolas) o reconhecimento
e o acesso ao seu direito a terra, observando:
I - a disponibilidade de recursos naturais como solo
apto à agricultura, vegetação
nativa, recursos hídricos, entre outros;
II - elementos constituintes de sua cultura e identidade
como lugares sagrados, recursos naturais com relevância
simbólica, casas, vestígios arqueológicos,
entre outros.
Art. 45. Para a concretização da política
definida nesta Seção serão adotadas
as seguintes ações estratégicas:
Dos Bens Socioambientais
IV - garantir às populações indígenas
e quilombolas do Município o direito a terra
através de parcerias com os órgãos
públicos responsáveis pela sua regularização,
respeitando os modos de vida desses grupos;
V - apoiar as comunidades tradicionais para atividades
artesanais e agrícolas;
VI - estabelecer projetos especiais com vistas a integrar
a cultura das comunidades tradicionais ao patrimônio
cultural do Município, de forma a proporcionar
autonomia para as comunidades tradicionais que deverão
estabelecer a forma e os limites para a interação
cultural;
VII - assegurar às comunidades indígenas
a proteção e assistência social
e de saúde prestadas pelo Poder Público
respeitada a cultura e o modo de vida das populações;
VIII - incentivar a autopreservação
das comunidades tradicionais, assegurando o direito
à sua cultura e organização social;
IX - auxiliar as comunidades tradicionais na organização
de programas de estudos e pesquisas de seu idioma,
arte e cultura, a fim de transmitir seus conhecimentos
às gerações futuras;
X - facilitar o acesso aos seguintes bens para conhecimento,
utilização e reconhecimento da população:
a) Costa Lagunar; (Lagoa do Casamento e Laguna dos
Patos)
b) Vila de Itapuã (Lago Guaíba);
c) patrimônio histórico e cultural público
e privado.
Parágrafo
único. Entende-se por Comunidades Tradicionais
e Étnicas, nos termos desta Lei, as comunidades
indígenas e quilombolas assentadas no Município.
Art. 82. O Conselho da Cidade de Viamão será
composto por 27 (vinte e sete) membros titulares com
direito a voto e por 16 (dezesseis) membros suplentes,
respeitando a seguinte representação:
VIII - 1 (um) representantes titulares e 1 (um) suplente
das Comunidades Indígenas e Quilombolas.
Seção
I - Das Macrozonas
Subseção II
- Macrozona Rural de Preservação do
Manancial
Art. 119. A Macrozona Rural de Preservação
do Manancial apresenta as seguintes características:
I – inserção na Bacia do Gravataí;
II – inserção na Área de
Proteção Ambiental do Banhado Grande;
III – produção de rizicultura
e outras atividades agrícolas;
IV – uso da área para chácaras
e sítios de lazer;
V - ocupação de comunidades quilombolas;
VI – área de assentamento de reforma
agrária.
Art. 120. A Macrozona Rural de Preservação
do Manancial tem como objetivos mínimos orientar
as políticas públicas no sentido de
compatibilizar o uso e ocupação do solo
com o interesse de abastecimento público e
preservação socioambiental. |
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